A white stork on its nest

3 Horas/12kms

Nível Médio

Esta proposta é mais longa e exigente mas o trajecto e o destino valem a pena. Vai poder observar o rio Tejo, elemento geológico incontornável, através de uma ponte centenária da arquitectura do ferro. Pelo caminho, atravessará uma mata que o levará a uma aldeia “Avieira”, onde apanharemos um barco para fazer ecoturismo e bridwatching(*). Opcionalmente poderá visitar um museu dedicado a este povo com uma identidade muito própria.

* Para o Birdwatching precisará de contactar previamente a:

Rio a dentro
Escaroupim
(+351) 915 880 518
geral@rio-a-dentro.pt

Opcionalmente, pode visitar também:

Museu Escaroupim e o rio
Escaroupim
(+351) 962 411 168
https://www.facebook.com/museuescaroupimeorio

Esta proposta inclui visita ao património local.

Vamos começar paralelos ao rio, deixando a Quinta da Marchanta pela saída do lado do rio e virando à esquerda. Após a Quinta da Marchanta, o paredão do dique tem um coberto vegetal. Neste ponto, deve seguir pela estreita rua de alcatrão.
À sua esquerda, encontra-se um antigo convento de freiras fundado em 1832. Infelizmente não se pode visitar. Siga em frente.

Siga em frente com o dique do seu lado direito. Adiante encontrará o bairro do Morgado, formado pela comunidade de trabalhadores que outrora emprestava o seu labor a uma quinta do mesmo nome. A maioria dos bairros nesta aldeia formou-se a partir desta lógica.
Quando chegar ao início do bairro, mesmo antes do dique voltar a estar coberto de pedra, encontrará uma rampa pedonal. Suba pela rampa até ao topo do dique para observar a paisagem. O caminho será por cima desta construção milenar.

Avance uns metros até depois da primeira casa. Do lado direito, encontra uma escala hidrometrica datada de 1877, utilizada até recentemente para comunicar os níveis das águas do rio Tejo. O convívio com o rio é uma forte componente da vida nestas paragens. Por um lado é essencial para esta comunidade que se fez de pescadores, barqueiros e agricultores, por outro em anos chuvosos sobe a níveis indesejáveis. A rede de diques, sempre serviu para defender a comunidade nesses anos críticos. Vamos seguir em frente.

Avance pelo bairro por cima do dique. Ao longo deste bairro, pisará as mesmas pedras que a escritora Maria da Graça Freire, importante figura da literatura do séc. XX, e as mesmas que pisou o futebolista do Benfica, José Rosário, fulcral na primeira conquista internacional do clube. No ponto onde o dique faz uma depressão junto da casa azul, ficava em tempos do lado direito, um porto flúvial a partir do qual se expediam e chegavam mercadorias. Apos este ponto, prevalece a arquitectura vernacular do bairro dos “Avieros”, uma comunidade que deixou o mar para se dedicar à pesca no rio.
Continue em frente. A ponte começa a vislumbrar-se ao fundo.

Estamos defronte para a lateral da ponte, vamos por isso seguri para a sua entrada. Aqui conseguirá vislumbrar o interior desta ponte ferroviária, que o próprio rei D. Carlos inaugurou em 1904, e à qual deu o nome da rainha D. Amélia.
No topo do arco de entrada desta, figurava nos ultimos tempos da monarquia, um brasão alusivo à mesma, que o povo destruiu por alturas da revolução Republicana em 1910. Hoje a ponte está afecta ao trânsito rodoviário, e a via central serve este trânsito, por isso siga pela passagem da direita que é afecta ao peões. Continue em frente mas agora a caminho do rio.

Esta ponte por onde agora pedala, foi construida ao estilo arquitectura do ferro. Ligava na época a rede ferroviária do norte do país com a do sul, sendo o ponto de travessia do rio Tejo mais a juzante. Com 800 metros de tabuleiro, era na época a ponte ibérica mais longa.
Atravessada a ponte, vamos seguir em frente pela estrada de alcatrão, fazendo as curvas a que esta nos obriga. Vamos passar sobre uma pequena ponte, já perto da vila de Muge e vamos seguir pela mesma estrada até à primeira passadeira onde iremos tomar uma estrada de terra batida.

Esta será a estrada que nos levará ao destino final. O início do percurso tem algumas coisas a ter atenção, como algumas pedras na estrada e alguns buracos, mas 300 metros adiante e o cenário muda completamente. Depois de uma fase plana, vamos ter que provavelmente desmontar das bicicletas dada a subida que encontraremos, mas depois volta o terreno plano.

Aqui temos que tomar toda a antenção e de forma atenta olhar para ambos os lados antes de atravessarmos a linha férrea sem guarda. O sítio tem ampla perspectiva, por isso não corra riscos. Espere pelo comboio se este vier lá ao fundo.

Transposta a linha férrea, siga sempre em frente nos próximos 4 kms, atravessando a maravilhosa mata, passando pelo parque de campismo até finalmente vislumbrar uma aldeia. Enontrará um cruzamento onde tem de virar à direita para visitar o Escaroupim.

Estamos finalmente a chegar, e vamos virar à direita após apanharmos a estrada de alcatrão para irmos para a beira rio que fica ao fundo da rua. A meio passamos o museu do Escaroupim, que opcionalmente iremos visitar. Seguimos em frente até ao cais, onde nos espera o barco que iremos apanhar para o Birdwatching.
Regresse depois para a Marchanta pelo mesmo caminho.