2 Horas/6kms

Nível Fácil

Vamos iniciar esta série de sugestões, com uma visita a uma adega ou não estivessemos nós numa região de vinhos. Vamos propor-lhe um curto trajecto pedonal para que possa fazer uma degustação de vinhos locais(*) sem se preocupar com a condução. Vai poder observar o rio Tejo, elemento geológico incontornável, através de uma ponte centenária da arquitectura do ferro, e visitar uma vila com 7 séculos. A visita culmina na Casa Cadaval, uma quinta com estreitas ligações à mais alta nobreza dos tempos da monarquia.

* Para a Degustação de vinhos precisará de contactar previamente a:

Casa Cadaval
Rua Vasco da Gama – Muge
(+351) 243 588 040
www.casacadaval.pt

Esta proposta inclui visita ao património local.

Este percurso é uma caminhada até à vila vizinha de Muge, vila cujo acesso está na origem da aldeia de Porto de Muge, por nesta ter existido durante séculos uma barca de passagem para a vila.

Vamos começar paralelos ao rio, deixando a Quinta da Marchanta pela saída do lado do rio e virando à esquerda. Após a Quinta da Marchanta, o paredão do dique tem um coberto vegetal. Neste ponto, deve seguir pela estreita rua de alcatrão.
À sua esquerda, encontra-se um antigo convento de freiras fundado em 1832. Infelizmente não se pode visitar. Siga em frente.

Siga em frente com o dique do seu lado direito. Adiante encontrará o bairro do Morgado, formado pela comunidade de trabalhadores que outrora emprestava o seu labor a uma quinta do mesmo nome. A maioria dos bairros nesta aldeia formou-se a partir desta lógica.
Quando chegar ao início do bairro, mesmo antes do dique voltar a estar coberto de pedra, encontrará uma rampa pedonal. Suba pela rampa até ao topo do dique para observar a paisagem. O caminho será por cima desta construção milenar.

Avance uns metros até depois da primeira casa. Do lado direito, encontra uma escala hidrometrica datada de 1877, utilizada até recentemente para comunicar os níveis das águas do rio Tejo. O convívio com o rio é uma forte componente da vida nestas paragens. Por um lado é essencial para esta comunidade que se fez de pescadores, barqueiros e agricultores, por outro em anos chuvosos sobe a níveis indesejáveis. A rede de diques, sempre serviu para defender a comunidade nesses anos críticos. Vamos seguir em frente.

Avance pelo bairro por cima do dique. Ao longo deste bairro, pisará as mesmas pedras que a escritora Maria da Graça Freire, importante figura da literatura do séc. XX, e as mesmas que pisou o futebolista do Benfica, José Rosário, fulcral na primeira conquista internacional do clube. No ponto onde o dique faz uma depressão junto da casa azul, ficava em tempos do lado direito, um porto flúvial a partir do qual se expediam e chegavam mercadorias. Apos este ponto, prevalece a arquitectura vernacular do bairro dos “Avieros”, uma comunidade que deixou o mar para se dedicar à pesca no rio.
Continue em frente. A ponte começa a vislumbrar-se ao fundo.

Agora que está defronte para a lateral da ponte é altura de a visitar. Vire à esquerda atravessando a rua para poder chegar à escadaria que o leva até ao semáforo da ponte. Vire-se para a entrada da ponte. Aqui conseguirá vislumbrar o interior desta ponte ferroviária, que o próprio rei D. Carlos inaugurou em 1904, e à qual deu o nome da rainha D. Amélia.
No topo do arco de entrada desta, figurava nos ultimos tempos da monarquia, um brasão alusivo à mesma, que o povo destruiu por alturas da revolução Republicana em 1910. Hoje a ponte está afecta ao trânsito rodoviário, e a via central serve este trânsito, por isso siga pela passagem da direita que é afecta ao peões. Continue em frente mas agora a caminho do rio.

Esta ponte por onde agora caminha, foi construida ao estilo arquitectura do ferro. Ligava na época a rede ferroviária do norte do país com a do sul, sendo o ponto de travessia do rio Tejo mais a juzante. Com 800 metros de tabuleiro, era na época a ponte ibérica mais longa.
Caminhe em frente e vá descobrindo as paisagens que o rio vai revelando. Continue até sobrepor um ilhéu no rio, onde a vegetação cria o habitat para diversas aves ripícolas.
Faça uma pausa até continuarmos a travessia.

Atravessado que está o rio, vamos agora seguir durante cerca de 2kms até ao nosso destino. Vamos seguir pela estrada alcatroada respeitando as curvas que esta nos levará a fazer pelos campos. Ao nosso lado, vamos ver campos de tomate, trigo, vinha, milho, etc. Estamos em campos férteis outrora leito do grande rio Tejo.

Quase chegados à vila, vamos sobrepor a ribeira de Muge através de uma pequena ponte. Logo após a estrada faz uma curva à esquerda mas vamos virar à direita por uma via pedonal. Seguimos em frente pelo parque ribeirinho de Muge até nos encontrarmos junto do casario. Neste ponto, viramos à esquerda e seguimos em frente pela ciclovia em alcatrão vermelho até ao fim desta.

Neste ponto, conseguimos vislumbrar o palácio dos Duques de Cadaval e a sua propriedade. Vamos contornar a propriedade para entrarmos.
Vire para a direita e siga até ao fundo da rua. No próximo cruzamento vire à esquerda e siga até se encontrar com a estrada principal. Aqui vire novamente à esquerda e vá em frente até à entrada a Casa Cadaval.
Regresse depois para a Marchanta pelo mesmo caminho.