2 Horas/10kms

Nível Fácil

Esta proposta é uma tour por toda a freguesia onde a Marchanta está inserida. Iremos visitar as outras 3 aldeias, culminando numa visita a um património em risco, que serviu de base para o livro de Alves Redol: “Avieiros” (*). O título do livro é o nome dado aos pescadores do mar da região de Vieira de Leiria, que migraram para as margens do rio Tejo e instalaram-se em primeira instancia nos próprios barcos, e depois em construções palafíticas.
Ao longo da volta, passaremos na povoação de Valada que nos deslumbra com a sua arquitectura e vista sobre o rio, pelo Reguengo, pequena aldeia no campo e finalmente chegaremos à Palhota, aldeia integralmente de arquitectura vernacular.

* Para assegurar a visita guiada à aldeia da Palhota e ao seu património, por favor contacte a:

Ass. Proj. Palhota Viva
Palhota – Valada do Ribatejo
(+351) 963 752 615/(+351) 926 564 424
palhotaviva@gmail.com

ESTA PROPOSTA INCLUI VISITA AO PATRIMÓNIO LOCAL.

Saia da Marchanta pelo portão do lado do rio, virando à direita ficando com o dique do seu lado esquerdo. O trajecto será sempre em frente pela estreita estrada de alcatrão, a caminho de Valada a 2,5kms.
Um pequeno alerta para uma situação a ter em conta, a meio do trajecto, onde a estrada ladeia as instalações da Epal. Neste ponto pode-se escolher o caminho pela estrada, onde tem de ter em conta que o trânsito se faz nos dois sentidos e a estrada é estreita, ou pode optar por escolher o topo do dique, mas onde tem de ter em conta um pilar a meio da entrada e da saida desta via. Após transposto este local, siga em frente até Valada onde nos vamos deliciar com a vista.

Estamos a chegar a Valada, ao rossio da aldeia, onde esta começou. Uma rampa leva-nos a subir ao dique onde podemos parar para interpretar o que vemos. Do lado direito temos uma igreja do século XIII, no mesmo local onde antes deve ter existido um pequeno castelo, quando o rio Tejo definia a fronteira sul de Portugal.

Os dois grandes marco históricos desta aldeia foram as “Pazes de Valada” acordo firmado entre o reino Português e o reino Castelhano no século XIV; e o “Quilómetro lançado de Valada”, uma das primeiras corridas de automóveis que aconteceram no país, e que teve a presença do rei em 1906.

Do lado do rio, onde antes fez serviço um porto flúvial, há agora uma marina onde atracam vários barcos de recreio. Vamos seguir em frente pelo topo do dique, contornando de quando em vez os pórticos.

Vamos aproveitar para descer até à cafetaria que há logo após a marina flúvial. Aqui tomamos contacto com os locais e quem sabe, ouviremos histórias do grande ciclista Alfredo Trindade, duas vezes Vencedor da Volta a Portugal.

Em homenagem a este, vamos seguir viagem após tomarmos uma bebida. Retomamos o topo do dique para vermos ambas as facetas da aldeia. Vamos por esta via até sermos forçados a descer para a estrada após o cemitério. Ainda assim, vamos continuar paralelos ao dique.

Vamos agora a caminho da pitoresca aldeia do Reguengo, onde habitam menos de 100 pessoas. Temos pela frente 2 kms pelos campos, onde pontuam as culturas do tomate, a vinha e o milho.

Seguimos pela estrada que assume ela mesma o topo do dique. Podemos daqui observar a arquitectura pitoresca da aldeia. Prosseguimos até haver uma estrada à esquerda para retomarmos a direcção do rio.

Vamos seguir agora por uma estrada de terra batida meio quilómetro até ao nosso destino final. Ao nosso lado, as culturas voltam a povoar as terras. Ao fundo a aldeia da Palhota, espera pela nossa visita. Ao chegarmos, reconhecemos uma arquitectura peculiar caraterizada pelo casario construído no topo de palafitas, para que estas estejam a salvo das inundações de inverno.

Contornamos a aldeia até chegar ao pequeno porto flúvial, onde podemos ver embarcações típicas, as bateiras. A aldeia foi criada por este povo “Avieiro” que veio da beira-mar para viver da pesca no rio. Nos tempos iniciais, os barcos foram as próprias habitações destas pessoas, antes de se irem fixando progressivamente.

Terminamos a visita na casa museu do Avieiro, onde teremos a associação Projecto Palhota Viva como anfitriã, e que nos desvendará os segredos desta comunidade e como vivia.

O regresso será feito pelo mesmo caminho.